segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Comportamentos Organizacionais - Valores Inalianáveis

A cultura organizacional é ou deverá ser um somatório de valores éticos e morais partilhados e assumidos pelo seu universo de colaboradores suportando métodos de trabalho e estilos de liderança próprios de quem tem o poder de decisão na estrutura orgânica.

Viver a sociedade hoje, é sobreviver aos desafios que constantemente a mesma sociedade nos coloca, e em especial, desafios laborais e de mercado económico onde as organizações tentam fixar amarras e crescer.

Esta «selva» que dita o papel da sobrevivência económica e financeira das organizações tem servido, serve e continuará a servir de desculpa para que se desculpe a indesculpável completa ausência de
correcção, de honestidade, de lealdade, de profissionalismo, de elevação nas relações entre os actores que compõem a organização e os actores que compõem, de forma mais lata, o próprio mercado.

Apesar de compreender a dinâmica do mercado, e de certa forma entender determinados comportamentos não consigo aceitar que se lidere uma organização com base exclusivamente em números, em orquestrações de falsos equilíbrios políticos e em falsas estratégias empresariais.

Tenho absoluta certeza que também os accionistas, no limite, aqueles que mais interessados estão em resultados, têm um papel preponderante a desempenhar nas exigências que fazem aos Gestores das suas participações… porque sabem que a solidez do seu investimento advém da maior ou menor produtividade dos activos que agem directamente sobre esses investimentos.

Se esses activos, que compõem uma organização, que determinam uma cultura, que suportam lideres, vivem na indefinição comportamental das suas chefias, no limbo estratégico de uma nau à deriva, nos paradoxos dos lobbies criados e nos falsos equilíbrios políticos, sobrevivem em lugar de produzir, então o retorno accionista não poderá ser o expectável e o accionista deverá ficar preocupado com os seus investimentos e por sua vez, no limite, a própria cadeia de valor socio-económica estará em perigo.

Ainda sou dos que pensam que uma Imagem deve ser suportada numa estrutura sólida, bem dirigida, com bons serviços ao cliente e com um ambiente cultural suficientemente aliciante para quem nele desenvolve as suas actividades profissionais encontre a verdadeira motivação porque decidiu estar a colaborar com a organização.

É neste ambiente, que deve prevalecer, acima de qualquer suspeita, uma relação idónea para com o seu colaborador, do seu colaborador para com a organização, mas principalmente, entre os próprios colaboradores, independentemente onde estejam situados na estrutura orgânica da organização.
É desta partilha e assunção de valores universalmente aceites como os descritos em parágrafos anteriores, que surgem conceitos práticos como colaboração, trabalho de equipa, partilha de informação, profissionalismo, verdadeira avaliação de factos… etc…

Em suma, poderemos afirmar categoricamente que o ambiente hostilizante que se vive actualmente dentro das organizações em nada beneficia o Accionista, o Gestor, as Chefias 1ª e 2ª Linhas, os Colaboradores de uma forma geral e vai, inclusive, fazer reflectir esta postura sobranceira e ignóbil de estar no mercado, numa diminuição a prazo do seu parque de clientes e no limite, na destruição da própria organização como um actor socio-económico importante.

Vale bem a aposta num ambiente cultural onde os valores cívicos inalienáveis e universalmente considerados, sejam a praxis de uma organização de sucesso.

Nuno Pereira., PMP

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