quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Eu... Cliente

O serviços, as indústrias vivem na constante busca da satisfação desta personagem... satisfação.... digo eu... é uma tentativa desesperada de encontrar / adivinhar quais as necessidades / desejos dessa personagem e perceber se se consegue preencher essas lacunas.

Existem vários tipos de CLIENTE:
O CLIENTE, denominado de consumidor final, último nexus da produção de um bem ou serviço e que caracteriza individualmente cada um de nós;
O CLIENTE Empresa, assim designado porque diz respeito a organizações públicas ou privadas com fins lucrativos ou não, e que têm como designação judico-fiscal de Pessoas Colectivas;
O CLIENTE Interno, é aquele cliente que aguarda a satisfação de uma necessidade ou desejo, que há-de ser suprido por uma outra área da organização;

Cada um dos tipos de CLIENTE apresenta necessariamente um conjunto de características próprias, muito em função do que procura no momento, mas todos eles assentam num denominador comum que não obdece a uma qualquer procura, antes obdece a um agrupamento de critérios, como sejam a QUALIDADE, o PREÇO e as GARANTIAS. Este denominador comum é mais ou menos elevado em função da carteira do CLIENTE, seja ao nível de CAPACIDADE ECONÓMICA propriamente dita, seja mesmo ao nível do CONHECIMENTO, determinando o que conhecemos por GRAU DE EXIGÊNCIA DO CLIENTE.

Adicionalmente importa saber ser CLIENTE, isto é, as componentes que determinam cada valor da fórmula descrita, devem estar revestidas de comportamentos consentâneos com a motivação da acquisição e com o fim que se pretende dar ao serviço ou produto adquirido.

Infelizmente em Portugal, por força da iletracia alargada, vivida durante largas dezenas de anos, atravessando a Monarquia, 1ª Republica, Estado Novo e Democacia Replublicana contemporânea, assumimos, como CLIENTES, alguns pressuspostos de comportamento nada convidativos a uma exigência global pela qualidade... tendo como impactos directos os produtos e serviços mercantilizados no nosso mercado, e que na sua grande maioria, apresentam indices de qualidade inferiores quando comparados com produtos ou serviços similares de outros paises...

Para este estado contribuem, a morosidade e eneficiência da justiça, o inqualificável défice de alinhamento do conhecimento académico com a realidade e necessidades do mercado, alguma ilateracia ainda vigente, a falta de competitividade das industrias em muitas áreas de mercado, a soberba como objectivo do empresário comum em Portugal por exploração gritante da força de trabalho, o conjunto de comportamentos subservientes próprios de um Estado que ainda não se desligou das amarras de uma ditadura e de uma revolução, a falta de coragem politica na defesa do que é justo e certo para o país em detrimento de interesses corrosivos das estruturas democráticas amputando as Instituições da Républica de credibilidade para levar por diante as reformas necessárias à mudança de paradigma social... enfim... A lista de factores é imensa, mas penso que a mensagem ficou...

Porquanto, ser CLIENTE, é ser exigente com o bem ou serviço a adquirir na proporção justa do valor a desembolsar por ele, e na importante capacidade de analisar, em factos, se as suas necessidades, motivações, desejos, foram efectivamente preenchidas.

Imaginemos agora, um país onde, este GRAU DE EXIGENCIA, que faz de nós CLIENTES, se actua com o pressuposto desígnio, em todas as áreas desse PAÍS... desde a Saúde à Educação, desde os Serviços Públicos à particularidade da Justiça, desde a Segurança à POLITICA, desde o Ambiente ao Ordenamento do Território, da Industria aos Serviços,... provavelmente seria um País bem mais aprasível de se viver... não acham?

Este presumível CLIENTE somos NÓS, Clientes Indivíduais, Clientes Corporativos, Clientes Internos... e que parte do futuro dos nossos descendentes, está simbioticamente ligado ao comportamento que, como CLIENTES soubermos imprimir HOJE... John Fitzerald Kennedy, postulou este personagem com: “Não perguntem o que o V/ País pode fazer por Vós, antes perguntem o que POSSO fazer pelo Meu País”... isto é... ser CLIENTE.

1 comentário:

Anónimo disse...

cliente deve também ser aquele que alimenta este narcísico blog de forma recorrente em horário de expediente... porque fornecedor, integrador ou consultor não é de certeza! Viva o biscate que quase oiço a máxima... "uma boa gestão de projecto é aquela que me permite estar a dissertar para ninguém ouvir em vez de escutar o cliente e apoiar a equipa!" blow me down!